Monday, March 14, 2011

Minha visão sobre a Chapezinho Amarelo

Eu acho este texto tão rico de psicologia! Hahaha
Logo no início, já trata de coisas que podemos perder, ou deixar de viver por certos medos.
E infelizmente isto é mais comum do que podemos imaginar. Quantas vezes o “se” nos paralisou?
O nome do livro também é muito interessante. E diz que a menina era amarelada de medo, ou seja, não era corada, não era feliz, não era saudável. O medo nos faz isso. É claro que você pode ser mais ou menos amarelo, mas que sempre somos um pouquinho “carinha de hepatite”, isto é fato!
“ouvia contos de fada e estremecia”- Até as coisas que podiam ser boas, causavam arrepios à personagem. Por que? Será que é porque o medo era tão intrínseco, que mesmo quando devia sentir algo bom, sentia algo ruim?
Acredito que somos seres condicionados. Se entramos numa inércia de medo ou sofrimento, fica difícil sentir algo diferente. Os inputs do meio chegam e já são recebidos por uma corrente sequencial do mesmo sentimento que já estava ali! O nosso cérebro tem preguiça de mudar de frequencia toda hora.
E o exagero? Ahhh o HIPERBOLISMO... este vilão tão comum aos frágeis e oprimidos! Rs... “Minhoca pra ela era cobra!”, “Não tomava banho para não descolar!” Você ri, disso não é?! Mas quantas vezes somos como a Chapeuzinho? “Meu Deus, meu chefe está com uma cara! Certeza que ele vai me demitir! Aí estou perdido! Tenho 1 trilhão de contas para pagar...”; “Vou morrer de fome com este salário!”; e aí vai... nem gosto de ficar repetindo tanta coisa ruim! Rs...
E todos nós temos um medo mais que medonho! Seja ficar sem dinheiro, ficar só, fracassar em algo, ser descoberto, não parecer tão bacana, sei lá... cada louco tem seu medo mais que medonho!
Mas, o que na minha opinião, é o mais mais interessante de tudo isso, é que talvez o objeto do nosso medo nem exista, ou então esteja num lugar tão distante, tão inacessível. As vezes mudamos toda a nossa vida em função deste lobo que remotamente irá aparecer.
E, quantas vezes eu mesma já me surpreendi... quando o Lobo apareceu, eu o driblei facilmente. Ah se eu soubesse que o Lobo era tão sem sal. Podia até ficar doce e virar um bolo! Hahaha
No final da história, o autor diz que a Chapeuzinho passou a transformar todos os seus medos em aliados. Ela modificava de alguma forma o medo e tirava proveito dele. Por exemplo: o tubarão, virou barãotu e a bruxa virou xabru. Esse jogo com as palavras me faz pensar que se olharmos de uma maneira diferente para o nosso medo, ele não fica tão medonho! Talvez devamos olhar de tras pra frente, ou pelo avesso!
O fato é: só perdemos tempo, energia, possibilidades com o medo. O medo existe. E se existe é porque é necessário. Nos ajuda em algo. Então vamos entender os benefícios que o medo nos traz e aproveitar tudo da melhor forma possível. Assim poderemos ser mais FELIZES!!!

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