Thursday, March 31, 2011
Monday, March 14, 2011
Minha visão sobre a Chapezinho Amarelo
Eu acho este texto tão rico de psicologia! Hahaha
Logo no início, já trata de coisas que podemos perder, ou deixar de viver por certos medos.
E infelizmente isto é mais comum do que podemos imaginar. Quantas vezes o “se” nos paralisou?
O nome do livro também é muito interessante. E diz que a menina era amarelada de medo, ou seja, não era corada, não era feliz, não era saudável. O medo nos faz isso. É claro que você pode ser mais ou menos amarelo, mas que sempre somos um pouquinho “carinha de hepatite”, isto é fato!
“ouvia contos de fada e estremecia”- Até as coisas que podiam ser boas, causavam arrepios à personagem. Por que? Será que é porque o medo era tão intrínseco, que mesmo quando devia sentir algo bom, sentia algo ruim?
Acredito que somos seres condicionados. Se entramos numa inércia de medo ou sofrimento, fica difícil sentir algo diferente. Os inputs do meio chegam e já são recebidos por uma corrente sequencial do mesmo sentimento que já estava ali! O nosso cérebro tem preguiça de mudar de frequencia toda hora.
E o exagero? Ahhh o HIPERBOLISMO... este vilão tão comum aos frágeis e oprimidos! Rs... “Minhoca pra ela era cobra!”, “Não tomava banho para não descolar!” Você ri, disso não é?! Mas quantas vezes somos como a Chapeuzinho? “Meu Deus, meu chefe está com uma cara! Certeza que ele vai me demitir! Aí estou perdido! Tenho 1 trilhão de contas para pagar...”; “Vou morrer de fome com este salário!”; e aí vai... nem gosto de ficar repetindo tanta coisa ruim! Rs...
E todos nós temos um medo mais que medonho! Seja ficar sem dinheiro, ficar só, fracassar em algo, ser descoberto, não parecer tão bacana, sei lá... cada louco tem seu medo mais que medonho!
Mas, o que na minha opinião, é o mais mais interessante de tudo isso, é que talvez o objeto do nosso medo nem exista, ou então esteja num lugar tão distante, tão inacessível. As vezes mudamos toda a nossa vida em função deste lobo que remotamente irá aparecer.
E, quantas vezes eu mesma já me surpreendi... quando o Lobo apareceu, eu o driblei facilmente. Ah se eu soubesse que o Lobo era tão sem sal. Podia até ficar doce e virar um bolo! Hahaha
No final da história, o autor diz que a Chapeuzinho passou a transformar todos os seus medos em aliados. Ela modificava de alguma forma o medo e tirava proveito dele. Por exemplo: o tubarão, virou barãotu e a bruxa virou xabru. Esse jogo com as palavras me faz pensar que se olharmos de uma maneira diferente para o nosso medo, ele não fica tão medonho! Talvez devamos olhar de tras pra frente, ou pelo avesso!
O fato é: só perdemos tempo, energia, possibilidades com o medo. O medo existe. E se existe é porque é necessário. Nos ajuda em algo. Então vamos entender os benefícios que o medo nos traz e aproveitar tudo da melhor forma possível. Assim poderemos ser mais FELIZES!!!
Monday, March 7, 2011
Tenho paixão por livros infantis. As melhores lições de vida nos são dadas na infância, mas com o passar do tempo nos esquecemos. Como é bom relembrar!
Entre os meus livros favoritos, (acho que este é o favorito J) está o do grande Chico Buarque, “Chapeuzinho Amarelo”.
Como boa parte das histórias infantis, nos expõe de uma forma exagerada e engraçada, como a vida é simples e descomplicada. Neste caso, uma menina que vive amedrontada, ao se deparar com seu medo mais terrível...
CHAPEUZINHO AMARELO
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada nem descia.
Não estava resfriada mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada nem descia.
Não estava resfriada mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.
Tinha medo de trovão. Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir,com medo de pesadelo.
E nunca apanhava sol porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir,com medo de pesadelo.
Era a Chapeuzinho Amarelo.
E de todos os medos que tinha o medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
Um LOBO que nunca se via, que morava lá pra longe, do outro lado da montanha, num buraco da Alemanha, cheio de teia de aranha, numa terra tão estranha, que vai ver que o tal do LOBO nem existia.
Mesmo assim a Chapeuzinho tinha cada vez mais medo do medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO.
Um LOBO que não existia.
Um LOBO que nunca se via, que morava lá pra longe, do outro lado da montanha, num buraco da Alemanha, cheio de teia de aranha, numa terra tão estranha, que vai ver que o tal do LOBO nem existia.
Mesmo assim a Chapeuzinho tinha cada vez mais medo do medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO.
Um LOBO que não existia.
E Chapeuzinho Amarelo, de tanto pensar no LOBO, de tanto sonhar com o LOBO, de tanto esperar o LOBO, um dia topou com ele que era assim: carão de LOBO, olhão de LOBO, jeitão de LOBO (...)
Mas o engraçado é que, assim que encontrou o LOBO, a Chapeuzinho Amarelo foi perdendo aquele medo, o medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO. Foi passando aquele medo do medo que tinha do LOBO. Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.
Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo. ( ... )
O lobo ficou chateado. ( ... )
LO B0 LO B0 LO B0 LO B0 LO B0 LO B0 LO B0 LO B0 LO BO BO ( ... )
Eu gostaria de receber os comentários dos meus amigos em relação a esta história. O que mais te tocou? Você percebe a mesma riqueza que eu percebi neste texto? Deixe-me saber! :P
Friday, March 4, 2011
Wednesday, March 2, 2011
Ser forte é reconhecer e trabalhar suas fraquezas
Até as pessoas mais notáveis tiveram ou ainda têm seus momentos de fraquezas, seus pontos fracos e vergonhosos. O que difere uma pessoa notável de uma pessoa comum é o que ela faz com essas fraquezas.
Perseverança, disciplina, força, coragem, persistência, humildade são as palavras mais comuns entre os que se diferenciam.
Pensando sobre o filme: O Discurso do Rei
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