É impressionante como tudo é tão dinâmico nos
tempos atuais, que até a experiência trágica é rapidamente absorvida pelo
sistema, e num curto período voltamos a mecanização da nossa rotina.
Todos estão tão ocupados, correndo com tudo.
Agora por exemplo é tempo de eleição. Algumas pessoas que conheço só respiram
isso. Ainda que haja algo importante acontecendo ao seu redor, o foco é
unilateral. Pensam que após as eleições terão tempo pra ligar, pra se
preocupar... Mas tudo tem seu tempo certo e se passar, assim como uma fruta,
perde-se, não há mais proveito. Agora é
tempo de eleição, já houve o tempo do vestibular, do casamento, da mudança de
emprego ou de casa. Sempre há algo para nos sugar por completo.
Mediante há tantas demandas o grande desafio da
humanidade é “Priorizar”. O que? Como? Para quando? As suas prioridades irão
determinar o que você é, e o que você é capaz de fazer ou deixar para trás.
Porque o tempo é único. Ele passa e pronto. Ou você prioriza algo ou prioriza
outro. Se priorizar da maneira errada, irá viver de uma maneira que não deseja,
perderá amigos, se distanciará do que é
importante. A gente colhe hoje o fruto
que priorizamos plantar no passado.
Mas veja
bem, priorizar não significa fazer uma única coisa de cada vez, não significa
gastar mais tempo com a sua prioridade. Muitas mães trabalham dia todo e ficam
apenas poquinhas horas com o filho a noite, mas ainda assim, quando
questionadas sobre o que é prioridade em sua vida, com certeza responderão que
é o filho. As vezes a tua prioridade precisa apenas de 5 minutos do seu tempo.
Precisa só de um “alô”. As outras muitas horas do seu precioso tempo, você pode
gastar com o que é menos prioritário em
sua vida.
Agora, o fim dos tempos é você não ter esse
pouco tempo para o que é prioridade para você!
Então um dia acontece algo realmente marcante.
Algo que pode ser muito ruim, ou muito bom, ou simplesmente diferente. As
pessoas naturalmente se questionam se estão vivendo da maneira correta. Tendem
a ficar mais emotivas, se aproximar das pessoas que amam, fazer caridades, etc.
Tudo fica lindo e a lista de prioridades é redistribuída de forma mais “justa”.
Só que... essa realidade não se mantém em 99%
dos casos (segundo a minha própria estatística e senso comum. rs...). Daqui a
pouco, tudo volta a ser exatamente como sempre foi. As pessoas são absorvidas
pelo sistema com consentimento mesmo que inconsciente e os planos que fizeram
outrora vão por água abaixo. Aquele lindo caminho que praticamente o levava
para a santidade deu espaço a um mundo capitalista e “internauticalizado”.
É por esta razão que as pessoas se compadecem
das outras numa situação de dor, tragédia, doença, fracasso. Mas logo as
pessoas retomam suas vidas. Isso é bom! Mas nem sempre quem sente a dor, passou
por uma perda, esteve doente, fracassou já se recuperou. Mas a roda continua a
girar...
Da mesma maneira, as experiências muito
positivas são rapidamente esquecidas.
O que importa mesmo, é o ritmo frenético
com o que se faz tudo por aqui.