No dia-a-dia vamos deixando criar-se uma distância entre nós e as pessoas que nos relacionamos.
Isso é até normal, dependendo da situação. Por exemplo: amigos do trabalho ou da escola. Alguns ficam, mas muitos se vão. Aquele amigo que era tão próximo e no último dia de aula choramos e prometemos nunca nos distanciarmos. No começo nos ligamos todos os dias, depois enviamos SMS, depois enviamos e-mails uma vez por semana e ligamos somente nas datas mais especiais, depois este contato vai minguando, minguando... e daqui a pouco ligamos pra esse amigo e não temos muito assunto. Não sabemos a rotina dele e os últimos acontecimentos da vida dele, a conversa fica vaga... O contato diário nos dá a cada dia mais assunto. Gosto de saber sobre a vida do meu amigo, isto faz com que sejamos íntimos. O amigo se sente importante...
O principal fator de distanciamento, são os fatos “mal resolvidos”. As mágoas por bobagens, que pensamos ser tão pequenas que não valem ser colocadas em pauta.
As “vingancinhas” bobas do dia-a-dia... “Ele nunca me chama pra ir ao teatro, também não vou fazer aquele jantar surpresa que eu estava pensando!” Aí um não faz, o outro não faz e ninguém faz nada! Está instituído o abismo entre os dois! E este muro não surge alí de repente, ele é construído tijolo por tijolo. Um esquecimento de uma data especial, que gera uma implicância desnecessária, que gera uma baladinha mais exagerada com os amigos, que gera um mau humor durante todo um final de semana de sol, que gera o engolimento de frases como “Eu te amo”, “Tenha um ótimo dia”, “Você é uma pessoa maravilhosa”, etc. Cada acontecimento destes vai sendo um pedaço da parede. E vamos colocando a cada dia mais cimento nela, à fim de que fique mais densa e sólida.
Aí pensamos: Há um buraco entre nós! Precisamos conversar! Mas o muro está tão alto que para derrubá-lo precisaremos de muitas marretadas! Aiiiiii que preguiça! Na metade do muro já desisto!
Até explicar como me sinto e o que espero... não temos tempo! E sempre há os questionamentos de quem começou, como começou; coisas sem nenhuma importância!
Muitas vezes essas “conversas” aumentam o muro. Porque já estamos fragilizados e qualquer frase mal interpretada já gera mais rancor e a conversa pra quebrar o muro, vira uma tensa discussão.
Eu tive um namorado que quando brigávamos muito e esquecíamos o porquê começamos a brigar, simplesmente nos abraçávamos e a briga acabava ali. Como num passe de mágica tudo ia embora e um sentia o calor do corpo do outro e amor de um pelo outro. Acho isto simples e sábio. Não importa de quem é a culpa, quem tem razão, quem começou... o importante é ser feliz de forma leve e contínua! :-)
que legal esse texto, so true ... mas eu amo meus amigos, sinto falta e saudades e encho o saco sempre que dá ... humpft, eu sei, sou chata ... mas sou limpinha tá! :P Bj
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