Sunday, May 16, 2010

Que tempo bom que não volta nunca mais!


Ontem fui à casa da minha tia e pedi para que ela abrisse o baú onde guarda alguns pertences da minha avó. Fui em alguns objetos, mas queria algo realmente pessoal. Algo que eu possa guardar por muitos anos e mostrar aos meus filhos e contar hitórias da minha avó pra eles.

Então escolhi um pequeno enfeite, parecido com um cogumelo. Este enfeite me remete imediatamente à minha infância, pois havia um igual na minha casa.

Em seguida escolhi o mais importante: os óculos da minha vó! Algo material, fora do corpo, mas que ela sempre carregava junto à ela.

Só de escrever este post, meus olhos já começam a lacrimejar. Como amo minha vózinha.

Se fosse viva, completaria no próximo mês 70 anos. Isso mesmo! Geminiana, geniosa e batalhadora. Sou muito parecida com a minha avó, guardadas as devidas proporções, é claro!
Minha avó era muito mais corajosa, esperta, forte! Como me orgulho de ter alguém assim para me espelhar! Ah já ia me esquecendo! Seu nome: Margarida Garcia Vilanova. Ela veio fugida de Alagoas para São Paulo para casar-se com o meu avô. Raymundo Vilanova, de família rica, não tinha permissão para casar com Margarida, de família humilde. Pelo amor abandonou tudo e veio para São Paulo casar-se às escondidas.

A vida foi difícil, logo meu avô morreu. Minha vó se viu sozinha com 3 filhas pequenas para criar...
Sempre de cabeça erguida, sempre lutando para sobreviver... Minha avó subia no telhado para desentupir a calha ou lavar a caixa d'água, nunca dependeu de ninguém.

Poderia passar dias escrevendo sobre as lições que minha avó me deixou e sobre como sinto a sua falta... especialmente após o almoço quando sento na mesa do trabalho (sempre ligava pra ela neste horário e ainda fiz isto muitos meses após a sua morte, até me tocar que ela havia morrido, definitivamente...). Outro momento que me lembra demais a minha avó: o café da tarde... não sei porque. Era algo simples, mas não consigo tomar café e comer pão a tarde sem me lembrar dela.

Sou muito parecida com ela, especialmente na parte crica! hahahah
Se eu colocasse os copos de uma maneira diferente no armário, ela sabia que havia mexido alí!
Melhor parar por aqui, pois já estou soluçando!
Vó saudadesssssssssssssss!

3 comments:

  1. Bruna,

    Parabens pela linda estória.
    é Bem legal saber que tem gente que se importa com as pessoas e com os familiares tao queridos.

    Beijo em Voce e na Vovó !

    Enio.

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  2. pois é .. só de ler, me emocionei. Minha avó, apesar de dura, sempre foi muito querida e era o elo que unia a familia. Inúmeras vezes, quando eu não tinha o que comer no café da manhã, eu batia na casa dela pra comer uma fatia de pão que ela fazia, ou comer a rosquinha de pinga, que eu odiava, mas que enchia a minha barriga. Não tenho a minha vó como referência ... aliás, acho que sou diferente de toda minha família ... mas ela era muito querida ... era a minha vozinha ... que se foi há 13 anos, mas que ainda me faz sentir falta das broncas e da macarronada que só a minha NONA sabia fazer ... Sei bem do que vc fala Bru .. Um beijos e vou dormir 3:30 am

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  3. Bru, ao ler seu post (lindo por sinal) lembrei-me do meu recém falecido avô e de seus "causos" contados em nossas longas conversas (bom eram quase sempre monólogos pois eu ficava "saboreando" cada momento e nunca tinha vontade de interrompê-lo). Rs.

    Me lembrei também de um provérbio indiano que coloquei um tempo atrás no FB: "Enquanto as crianças ainda são pequenas, ofereça-lhes raízes profundas. Quando crescerem, dê-lhes asas."

    Fico aqui torcendo para que você voe cada vez mais alto!!! :-)

    Um grande abraço,

    FF

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